Talvez eu devesse não escrever isso. Talvez eu devesse parar por aqui mesmo e não continuar mais uma frase sequer. Talvez eu devesse apagar da memória tudo o que houve. Apenas talvez. E com certeza não é isso que quero. Porque apesar dos apesares eu aprendi muito com tudo. São os erros que nos fazem crescer, certo? Pelo menos foi o que me ensinaram. É quebrando a cara, levando uma rasteira da vida que a gente aprende que as coisas nem sempre são como queremos ou desejamos. E quando isso acontece é como se a Terra se partisse ao meio, criando um abismo enorme entre a vontade de continuar e a oportunidade de se jogar de uma vez por todas ali naquele buraco e lá permanecer, e de lá jamais sair. Porque a vida não te dá outra chance. Ou você enfrenta ou você é engolido pelo mundo. E não há nada pior do que tornar-se um mero capacho do mundo. Então, por isso digo-lhe que não posso desistir de você, ou melhor, de nós. Do que um dia nós fomos, do que um dia nos fez tão bem. Não posso deixar que nossas lembranças se percam no passado, causando-me um tipo de amnésia. Não quero que tudo vire pó e vá para o espaço. Quero momentos, sorrisos, tristezas e alegrias. Quero teu perfume espalhado por todos os cantos da casa, dos móveis, das minhas roupas e do meu corpo. Quero abraços apertados, beijos na testa, brigas e reconciliações. Quero nós dois juntos, de mãos e pés dados. Mas, assim como eu, você também já ouviu dizer que “querer não é poder”. Certo, concordo em partes com isso. Porque quando você quer, você vai atrás e luta por aquilo. Não adianta dizer que quer e ficar sentado de braços cruzados esperando que aquilo caia do céu em teu colo. Burrice de quem pensa que as coisas são fáceis assim. Então, já que o assunto (como de costume) é nós dois, devo ressaltar que somos uma icógnita para nós mesmos. Talvez por sermos tão parecidos um com o outro, talvez pelas peças encaixarem-se tão bem quanto imaginávamos. E independente de tudo, sempre fomos sinceros um com o outro, por mais que a sinceridade doesse. Conseguíamos ser tão transparentes para nós mesmos e tão indecifráveis aos olhos dos outros. Sempre gostei disso, desse mistério todo. Desse jeito da gente ser sem deixar que ninguém nos entendesse. Nem tentando explicar eu conseguia, porque aquele sentimento que existia (e ainda existe em mim) era algo só nosso, e por várias vezes nem a gente conseguia se entender. Posso falar dos teus olhos? Gosto tanto deles - não quanto gosto do teu sorriso, porque ele é perfeito -, porque teus olhos tem uma profundidade enorme neles que fazem com que eu me perca naquela imensa escuridão. E ao mesmo tempo que consigo me perder neles, é quando consigo me achar. Porque, por alguns instantes, posso ver-me em ti. E conseguindo enxergar-me em ti acabo criando esperanças, e essas acabam fazendo com que eu passe noites acordadas me torturando por ter acreditado que dessa vez ia ser. Porque nunca é, nunca somos, nunca fomos. Afinal, será que ainda vamos ser algo?

Com amor, sua eterna Mari. (via revejo)

(Source: pluralizei)

Sou eu, de novo. Foi mal, precisei sumir um tempo. Você me pegou de surpresa e eu tinha de pensar. Por isso não atendia telefone, campainha, carteiro e tudo isso. Mas aposto que você nem chorou. Não como eu chorei. Você nem é disso. Então, dei esse tempo pra mim. Pra nós, principalmente. E resolvi aceitar sua proposta, se tiver de pé. E aí, você quer mesmo morar comigo? Se não mudou de ideia, estou pronta. Falei com minha mãe. Ela disse que não era bem assim, que eu ia me arrepender, que tudo tem seu tempo. Mas bati o pé. Disse que estava decidida. Tudo no seu tempo, mas do meu jeito. Viu como é quando quero uma coisa? Vai se acostumando. A coisa está um inferno por aqui. A velha achou mais um nódulo e vai fazer uns exames na terça-feira. Deve ser benigno outra vez, mas ela quer porque quer ter um câncer. Na boa, não deve ser o sonho de toda mãe, mas certamente é o da minha. Essa será a sua sogra, o que você acha? Dá tempo ainda de mudar de ideia, só me avisa. Senti sua ausência. Quero dizer, minha ausência. Mas foi bom. Se ficar longe foi essa tortura, ficar tão perto não deve ser tão ruim assim. Mas ainda não penso que seja amor, não me convenci disso. É melhor. Sei lá, a palavra “amor” me remete a uma casa, um homem e uma mulher, cachorros, contas a pagar, planos de morar num lugar maior. Não dá pra ser amor entre duas crianças grandes num apartamento de um quarto só, dá? Tem muito mais entre a gente, essa incógnita de dois que sabem que não foram feitos pra durar. Você não quer saber nada do meu passado, eu quero saber do seu, mas você quase não abre a boca, e só diz o que interessa. Mas tudo bem, de verdade. Ou bom ou pra sempre. As duas coisas são incompatíveis. Minha mãe disse que não ia dar certo. E eu nem falei nada. Contei apenas que ia morar com alguém, pra dividir as despesas, essa coisa de preciso-do-meu-espaço, de ser independente e blá-blá-blá. Mas a coroa sacou na hora. Ela sabe que sou individualista, que gosto de comida na hora, que me nego a pagar a luz. Era meio óbvio que a força motriz só podia ser algo maior, não é? Mas deixei ela pensando o que quisesse, como ela faz com os abcessos achando que é algum tipo letal de sarcoma. As brigas podem esperar, não é? Diz alguma coisa. Voltei a ir na minha analista. Eu sei que você a odeia, diz que ela quase destruiu a gente uma vez, mas para de ladainha, poxa. Ela me ajudou. Sério! Esse negócio de deixar minha mãe pra trás. Racionalizei a minha culpa e percebi que estava sendo idiota. O que separa o passado inaceitável do recomeço inevitável é o período em que você para de negar e se permite sentir raiva. Muita raiva. Não foi bem isso que ela falou, mas foi o que entendi. Ou quis entender. Eu queria morar contigo e pronto. Tem lugar para os meus sapatos? Talvez aquela ideia de pendurar tudo num saco pra fora da janela não seja tão estúpida. Brincadeira. Aposto três meses de aluguel adiantado que você consegue lugar pra mim dando um jeito naquele seu roupeiro. Você pode doar algumas camisetas, as mais desbotadas, ou seja, quase todas. Agora me dei conta do que falei, então não pensa que já estou tentando te mudar, óquêi? Acho que semana que vem estou pintando aí. Estou com vontade da tua boca. Só me sinto segura perto dela, assim eu sei que ela não está fazendo bobagem por aí. Fez frio esses dias. Você não acha? E olha que já é novembro. Mas pra você tanto faz, nunca vi tão calorento. Seja julho ou fevereiro, você sempre acorda empapado. Anda com algum sonho ruim? É comigo? Se for, não me conta, não quero saber. Dormindo contigo, eu nunca me sinto gelada, pelo menos, adoro acordar de manhã com a lombar cheia do seu suor. Aliás, precisamos ver umas cortinas para o seu quarto. Opa, nosso quarto. Ainda não me acostumei. Vai levar um tempo. Tomara, porque se a gente começar a se sentir casado, vamos estragar tudo. Também pensa assim? Estou contando os dias. Quero sentir o cheiro da sua cama bagunçada de novo. E assistir você caminhar nu até o banheiro. Sua bunda é fofa. Não vamos ter filhos. Nunca. Tudo bem pra você? Se bem que nunca é uma palavra que não funciona nunca comigo. Nunca. Eu disse que nunca ia morar contigo. Que nunca mais queria te ver. Gritei uma vez pra você nunca mais tocar em mim, lembra? Mas é que você faz isso tão bem. É como se o meu corpo fosse teu. Um brinquedo que você monta e desmonta, vai mexendo nos parafusinhos, fuçando peça por peça, sem nem precisar ler o manual. Sei lá, não me pergunte como consegui dar essa desaparecida. Quando estava de pé queria ficar sentada, quando me sentava precisava levantar. É como dirigir à noite numa rua deserta e toda esburacada. Uma agonia doida. Um vazio. Uma vontade de sair da própria pele e telefonar, só pra te ouvir falando suas monossílabas pra dentro. Talvez resistisse mais, assinando uma tevê com mais canais ou engordando a geladeira. Mas eu só deitava e esperava. Se eu resolver outra vez ficar longe, pelo menos espero que me dê um bom motivo. Faz isso por mim? Digo, se for pra dar errado, você pode me fazer o favor de ferrar com tudo de uma vez? Me sinto ridícula escrevendo essa carta. Eu saí tanto de mim pra entrar na tua que até me sinto uma estranha dentro de mim mesma. E eu sempre tive medo de estranhos. Entende? Você está aí ainda? Você também deve estar achando patético ler isso. Te conheço. Eu não sei se você também não sabe o que mesmo estamos tanto esperando para nos encontrar.

Gabito Nunes  (via capitule)

(Source: pouco-perfeita)

Saudade de você. Não é novidade. Eu sei. É um baita de um clichê. Isso sim. Apenas senti a necessidade de te dizer isso mais uma vez. Vai que você tá de bom humor e resolve querer matar essa saudade.

Querido John (via querido—john)
“Obrigado Chorão por me ensinar a “Lutar pelo que é meu”, me mostrar “Como Tudo deve ser”, ficar “De Olhos abertos” para saber que “Comigo ninguém tira onda” , atravessar “Pontes Indestrutíveis” e vencer meus “Vícios e Virtudes” em busca do meu “Lugar ao Sol” . Eu sei que eu não sou “Senhor do Tempo” mais sei “Como tudo deve ser” que “Somos poucos mais somos Loucos” e que a vida é curta então “Vamos viver, vadiar o que importa é a nossa alegria…”. “Hoje eu acordei Feliz”? Acho que não, primeiramente eu pensei “Não é sério” mais depois eu vi que “Só existe o agora” e se esse é o agora não posso fazer nada. Não posso dizer que essa é uma “História mal escrita” e sim uma “História sem final” pois você tinha muito mais para nos mostrar. Valeu Chorão, agora você está com “Aquela Paz” que precisava “Trocando uma ideia com Deus”. Não estamos “Longe de você”, ao contrário, agora todos podemos ter “Você por perto”. Mais você ta ligado “Tamo aí na atividade” sempre com nossos “Bons Aliados” tudo isso devido a você. Agora vou mandar um “Papo reto” obrigado por tudo o que você foi, você virou lenda, o “céu azul” está em festa, mais disso “Só os loucos sabem”

Happy Birthday Justin! oh my god ok ur 19 i cannot describe my feels even if i tried so i’d rather not embarrass myself with the sappiest note ever so anyways i love you ok happy birthday to you bby

(Source: knowforsures)


"There are two ways you can get through pain. You can let it destroy you, or you can use it as fuel to drive you: to dream bigger, work harder."

(Source: wonderingfaiths)

distraction:

prettying:

lavennder:

I made this for my boyfriend, he loved it :)

^ sweet

i did this for my girlfriend :)

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(Source: 4-4-4)

Dizem que eu mudei. Porém, de fato, não me conheciam tão bem.

Lubya H. (via principe-guerreir0)

(Source: livrodosilencio)





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